Rio - Trezentos homens de outras unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) reforçaram ontem o patrulhamento do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A medida foi tomada devido aos confrontos recentes na região. O efetivo ficará no Conjunto de Favelas do Alemão por tempo indeterminado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 11 unidades escolares ficaram sem aulas, deixando de atender 5.023 alunos. O serviço do teleférico que atende 12 mil pessoas por dia da comunidade do Alemão está parado desde a tarde de quinta-feira, por medida de segurança, devido aos intensos tiroteios entre policiais e criminosos.
Desde domingo, os tiroteios deixaram dois mortos e um policial militar ferido. Segundo a Polícia Militar, os dois mortos foram atingidos durante confronto com a polícia. O policial militar seguia internado, em observação no Hospital Central da Polícia Militar.
Na madrugada de ontem, policiais voltaram a entrar em confronto com criminosos, durante um patrulhamento no Morro do Alemão, que integra o complexo. Ninguém foi preso ou ferido, segundo a Polícia Militar.
De acordo com o comandante das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, o policiamento foi reforçado principalmente nas comunidades do Alemão, Nova Brasília e Fazendinha para dar maior garantias para que os comerciantes e escolas possam funcionar, além de manter a tranquilidade no complexo. "Não há possibilidade de recuo no Complexo do Alemão, por isso, estamos empregando homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais, Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães para dar garantias às pessoas que moram na região", disse.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, condenou a ação de criminosos que atacaram a base da UPP do Complexo do Alemão e balearam um policial no último final de semana. Beltrame garantiu que a polícia não vai mais suportar ações como essa e vai permanecer atuando na comunidade. Segundo ele, o serviço de inteligência está sendo feito e já há, pelo menos, 50 mandados de prisão a serem cumpridos no Alemão. No entanto, ele ressalta que a dificuldade é a localização desses bandidos. "O Alemão é um lugar muito denso, onde você não tem mobilidade e a polícia não pode transitar com tranquilidade para fazer o patrulhamento, mas a polícia está lá, e é maioria. Nós não vamos voltar atrás nestas ações", disse.

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