Rio, 29 (AE) - A Polícia Militar deverá definir nos próximos dias o esquema de policiamento a ser adotado no reveillon. Hoje representantes do setor turístico e a PM reuniram-se e começaram apresentar sugestões para o plano de segurança na cidade, principalmente na orla marítima. No entanto
o Comando da PM espera a definição de empresas organizadoras responsáveis pelo espetáculo de fogos e shows nas praias para determinar a quantidade de homens que cuidarão do policiamento.
Este ano, a grande novidade ficará por conta da Guarda Municipal, que deverá substituir os cassetetes por sprays de pimenta e bastão com choque elétrico. A autorização para uso dessas armas depende apenas do Exército, que deverá decidir se permitirá ou não até o final da semana.
Se for aprovado, cerca de 1.700 homens, com sprays e bastões, ficaram espalhados nas areias das praias para garantir a segurança.
Apesar do empenho do setor turístico na divulgação do reveillon do Rio, a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) não registra uma ocupação de 100%, contrário do previsto. Segundo o diretor da ABIH, Alvaro Bezerra de Mello, existe ainda 30% de ocupação disponível em hotéis de três e quatro estrelas na zona sul do Rio, principalmente na Praia de Copacabana, onde fica concentrado o maior espetáculo de fogos do reveillon. A expectativa da ABIH é que a procura aumente e que a rede hoteleira atinja de 98% a 100% nos próximos dias.
O presidente afirmou que a disponibilidade ainda de reservas nos hotéis deve-se aos espetáculos da passagem de ano que também são oferecidos por outras cidades brasileiras e capitais do mundo. Mello destacou que a tarifa não será reduzida para preencher a ocupação. Ele ressaltou que a violência no Rio, como a morte da turista francesa Martine Haline, não afetou de imediato o setor turístico, mas o que poderá acontecer a longo prazo se casos semelhantes ocorrerem.

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