PM detido pelo Gaeco tem prisão preventiva decretada
Capitão da Polícia Militar foi preso em flagrante no momento em que recebia dinheiro de extorsão contra um empresário
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Capitão da Polícia Militar foi preso em flagrante no momento em que recebia dinheiro de extorsão contra um empresário
Pedro Marconi - Grupo Folha 
O capitão da PM (Polícia Militar) preso no sábado (28) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em Curitiba, teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia nesta segunda-feira (30). O agente, que fazia parte do Gaeco, foi detido em flagrante no momento em que recebia dinheiro de extorsão contra um empresário, no estacionamento de um shopping na capital do Estado.
O militar procurou o empresário, de Foz do Iguaçu (Oeste), e afirmou que o Gaeco o estava investigando por conta de uma licitação, quando exigiu R$ 100 mil para acobertar o caso. O homem presta serviços para a prefeitura de Foz, no entanto, não é alvo de nenhuma ação do MP (Ministério Público), segundo o coordenador do Gaeco no Paraná, Leonir Batisti.
A investigação começou após informação recebida por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública. “Foi um desapontamento, até porque o policial trabalhava conosco havia muito tempo. Nunca tínhamos ouvido sequer que tivesse um fato desta natureza envolvendo algum policial que trabalha conosco”, lamentou o promotor, em entrevista coletiva concedida em Londrina.
No centro de compras, o empresário repassou R$ 20 mil como uma parcela do que foi exigido pelo agente público, o que foi repassado ao Gaeco. Todas as notas estavam marcadas e haviam sido copiadas. "Ele foi levado ao Gaeco, inicialmente, e depois entregue à Corregedoria da Polícia Militar para lavratura do auto de prisão em flagrante”, destacou. O policial preferiu ficar em silêncio no momento da prisão.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do capitão, que fazia parte do grupo de combate à corrupção havia mais de dez anos. Ele poderá responder por extorsão ou corrupção passiva.


