PM deteve 11 pessoas por dia em Londrina
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sexta-feira, 06 de janeiro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - A Polícia Militar deteve oito adultos e três adolescentes por dia no ano passado em Londrina. O balanço, divulgado ontem pelo 5º Batalhão, impressiona. Ao todo, 4.125 pessoas foram entregues aos cuidados da Polícia Civil (2.973 adultos e 1.152 menores de idade) em 2011, cerca de 2% a mais que o ano anterior.
Em números absolutos, daria para encher quatro vezes a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), maior carceragem da cidade, que tem 960 vagas. ''É um número expressivo, que demonstra a eficiência e eficácia da Polícia Militar. Existe o cometimento de delitos e esta é a resposta da PM'', destacou o capitão Jefferson Luiz de Souza.
O balanço mostra que 543 traficantes foram presos, 25% a mais que 2010, e 442 armas de fogo apreendidas, inclusive um fuzil AR-15, no período. Também foi registrada redução de 16% do número de roubos (4.244 em 2011 e 5.072 em 2010), de 8% nos furtos (7.938/2011 e 8.583/2010) e 14% nos homicídios (93 em 2011 e 108 em 2010).
''O principal fator para a redução dos crimes foi a união de todos os órgãos de segurança e o aumento de fiscalizações'', analisou. Por dia, no entanto, foram registrados 11 roubos e 22 furtos em Londrina.
Para o sociólogo Marco Antonio Rossi, isso é reflexo das diferenças existentes em um grande centro urbano. ''A origem do problema é o acirramento das desigualdades sociais. A gente tem acúmulos sucessivos na área macroeconômica e prejuízos sociais com a falta de distribuição de renda'', analisou.
O delegado Márcio Amaro, da 10 Subdivisão Policial, afirma que o balanço demonstra que o trabalho da PM é positivo. Para ele, o trabalho policial é consequência das falhas de outras esferas, que não atuaram como deveriam, como a família, a escola e os governos. ''Eu comparo Londrina com Maringá, onde não há favelas. Londrina cresceu de forma desordenada e passou por governos complicados e não deu uma resposta às questões sociais para proporcionar uma vida mais justa'', alfinetou.


