PM destrói barreira que impedia acesso de veículos à favela no Rio
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 1999
Por Felipe Werneck, especial para a AE 
Rio, 05 (AE) - A Polícia Militar destruiu hoje, pela segunda vez em nove dias, uma barreira de concreto construída supostamente por traficantes para impedir o acesso de veículos à favela Buriti-Congonhas, em Madureira, na zona norte do Rio. No local, a prefeitura desenvolve o projeto de urbanização Favela- Bairro, que atende a 105 das 600 favelas da cidade.
A ação foi uma resposta do governador Anthony Garotinho ao pedido, feito ontem (04) pelo prefeito Luiz Paulo Conde, de reforço policial em áreas beneficiadas por projetos da prefeitura, que estariam sob o domínio de traficantes. O secretário de Segurança Pública do Estado, general José Siqueira, esteve na favela para acompanhar a operação, que contou com a participação de 15 policiais militares.
"Se tiver de quebrar de novo (a barreira) nós quebraremos, não precisa o prefeito pedir, qualquer pessoa pode ligar para o disque-denúncia", disse Siqueira. Ele, no entanto, descartou a possibilidade de aumentar o efetivo de policiais que atuam no local. "Contra a insistência dos marginais, a PM responderá com paciência; ainda não há motivo para declaração de guerra", afirmou. "Não será por falta de segurança que a prefeitura deixará de realizar suas obras".
Ocupação - O general informou que planeja para a segunda quinzena de março a ocupação de quatro morros do Rio. Segundo ele, serão ocupadas as favelas "mais pobres" e que apresentem "maior necessidade e carência em termos sociais". A ocupação de Buriti- Congonhas está descartada. "Se todos os morros fossem como esse não teríamos problema de segurança pública no Rio", comentou.
A PM já ocupa, desde 1º de janeiro, a favela do Pereirão, em Larenjeiras, na zona sul. Antes da ocupação, o comércio do bairro foi obrigado a fechar as portas, após a morte de um dos líderes do tráfico no Pereirão, em confronto com a PM.


