PM desocupa seis fazendas e prende 13 sem-terra no PR
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sábado, 22 de maio de 1999
Por Mônica Kaseker, especial para a AE 
Curitiba, 23 (AE) - Seis fazendas foram desocupadas hoje na região de Querência do Norte, noroeste do Paraná. Por volta das seis horas da manhã 410 policiais acompanhados por seis oficiais de justiça retiraram cerca de 450 famílias das fazendas Mirador, Arapongas e Ipê. De acordo com o assessor de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Valdir Córdova Bicudo, 13 sem-terra foram presos por porte ilegal de armas, resistência à desocupação e desacato à autoridade.
Por volta das 14 horas 42 famílias teriam saído de outras três fazendas Belo 1, 2 e 3, em Querência do Norte. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra as seis fazendas foram desocupadas durante a madrugada.
Nas fazendas Mirador, Arapongas e Ipê foram apreendidos dois revólveres calibre 38 e duas escopetas. Os sem-terra presos foram levados para o município de Paranavaí, onde passaram por exames de lesões corporais antes de ser encaminhados à delegacia.
Nas fazendas Belo 1, 2 e 3, segundo a Secretaria de Segurança, a iniciativa de desocupação partiu das próprias famílias. Depois de ser procurado pelos sem-terra, o dono da fazenda indicou o administrador das fazendas, Gustavo Cota, para fazer um acordo. As famílias teriam aceitado sair desde que o fazendeiro pagasse as despesas com a mudança. Hoje à tarde dois caminhões e dois ônibus levaram as 42 famílias para um assentamento na região.
Uma das integrantes da direção regional do MST, Marli Brambina, desmente a versão da Secretaria de Segurança. Segundo ela, a Polícia Militar cercou as seis fazendas durante a madrugada, manteve presos os líderes enquanto iniciava a retirada dos barracos e ao amanhecer retirou as famílias das áreas.


