Cerca de 500 policiais militares retornaram na manhã de ontem à Fazenda Mestiça, em Rio Branco do Ivaí (126 km ao sul de Apucarana) e, desta vez, conseguiram negociar a desocupação das mais de 300 pessoas que haviam ocupado a área de 1,2 alqueire no início de agosto deste ano. A negociação foi demorada e os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aceitaram se transferir para uma outra propriedade ocupada em Faxinal.
De acordo com o comandante da ação de reintegração de posse, tenente-coronel Ronaldo Antônio Maciel de Oliveira, era por volta de 8h30 quando o comboio formado por policiais militares, Força Verde, equipes do Corpo de Bombeiros, mais ônibus e caminhões chegaram na entrada da fazenda. Eles se depararam com o bloqueio preparado pelos integrantes do MST na entrada da propriedade.
As negociações foram iniciadas e a desocupação só foi acertada no início da tarde. Isso porque, segundo o comandante, o MST alegava que o Incra teria feito uma proposta de compra à vista na noite de anteontem à proprietária, que não aceitou. O acordo só foi costurado depois que representantes da proprietária concordaram em indenizar as perdas dos ocupantes relacionadas com os custos que tiveram com plantações de milho, feijão e arroz. Em novembro, a PM já tinha tentado cumprir a ordem de desocupação mas o MST conseguiu se manter na área.
As famílias começaram a ser retiradas ontem mesmo e seguiram para o acampamento na Fazenda Brasileira, em Faxinal. Cerca de 100 policiais da Rotam permanecerão na entrada da Mestiça até hoje, quando deverá ser concluído o processo de reintegração. A imprensa não teve acesso à sede da fazenda.

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