PM desativa bomba enviada para chefe de penitenciária
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma bomba foi enviada na última quinta-feira à Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba. O artefato entregue por um motoboy estava destinado ao chefe de segurança da penitenciária, Edson Vaz. Como ninguém esperava encomendas, os agentes decidiram passar o pacote pelo raio-x e descobriram a bomba.
O Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar (PM), foi chamado e desativou o artefato. Ontem a reportagem da Folha foi informada que ninguém da PEP estava autorizado a falar sobre o assunto, porém o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná garante que o crime foi cometido pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a assessoria de imprensa da PM, o COE levou o artefato para um terreno em frente à PEP e desintegrou a bomba (uma forma de destruí-la sem detoná-la, já que a explosão prejudicaria a perícia). O motoboy que levou a encomenda foi preso e encaminhado à Delegacia de Piraquara.
O superintendente da delegacia, Dionísio Soccol, informou que o rapaz disse em depoimento que um homem chegou em sua empresa pedindo para entregar a encomenda e ele fez o serviço como qualquer outro.
O rapaz vai permanecer preso durante as investigações, porém segundo Soccol, aparentemente ele parece ser uma pessoa idônea. O motoboy, que possui empresa em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, já deu algumas informações à Polícia sobre o pessoa que levou o pacote.
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Gláucio Borba, reclamou da forma como a Secretaria de Estado da Justiça agiu diante da situação. ''Se fosse uma bomba em local público todo mundo saberia na hora'', reclamou. ''Eles proibiram qualquer pessoa lá de dentro (da PEP) de falar. Mas nós sabemos que o Edson recebeu um telefonema dizendo que a bomba era do PCC. Mas o governo do Estado não quer admitir que a facção existe no Paraná'', afirmou. A imprensa soube do caso por meio do sindicato. A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça informou que não podia falar sobre o caso e que todas as informações estavam centralizadas com a PM.


