PM de SP não usa arma de fogo em manifestação desde 97
São Paulo, 10 (AE) - A proposta do ministro da Justiça, José Carlos Dias, de proibir, por lei, que policiais usem armas de fogo em repressão a manifestação de trabalhadores, já vem sendo adotada pela Polícia Militar, em São Paulo. Hoje o major Renato Perrenaud, responsável pelo setor de Comunicação Social da PM, afirmou que os militares paulistas, desde 1997, deixaram de usar armas de fogo nestas ações.
Naquele ano, num choque entre sem-teto, durante ação de reintegração de posse num conjunto habitacional na Fazenda da Juta, na zona leste da capital, três pessoas foram mortas por Pms. Após esse incidente foi dada ordem para não mais se utilizar armas de fogo na repressão a manifestantes. Somente alguns oficiais que integram o comando da tropa são autorizados a usar armas de fogo, segundo o major. "A Polícia Militar de São Paulo vê com bons olhos a decisão do ministro", declarou Perrenaud.
Balas de borracha - O oficial da PM explicou que, durante determinadas manifestações, a Tropa de Choque tem utilizado balas de borracha. "Os soldados estão treinados para atirar nas pernas e nos braços." Perrenaud disse que as balas de borracha "só servem para distúrbios civis". Quanto à Polícia Civil, a Delegacia Geral de Polícia informou que há muitos anos os policiais são orientados a não comparecer com armas de fogo em locais de manifestação.





