PM de MG cobra aumento salarial de 18% a 33%
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Ivana Moreira 
Belo Horizonte, 13 (AE) - A Polícia Militar de Minas Gerais está cobrando do governo estadual um aumento salarial que varia de 33% a 18% - 33% para oficiais, 23% para sargentos e 18% para praças. O governador Itamar Franco (PMDB) recebeu a proposta de reajuste salarial na semana passada, mas ainda não apresentou nenhuma contra-proposta. Apesar da falta de acordo, os PMs mineiros não pretendem fazer greve para forçar o governo a dar o aumento.
"De um lado, há as nossas necessidades, mas, do outro, há o governo, com as condições do cofre", ponderou o diretor-social do Clube dos Oficiais, coronel Valter Lucas. Segundo ele, uma greve seria ruim para o governo, à corporação e pior ainda à população.
"Estamos num compasso de espera, mas não há clima para greve não." O oficial argumentou que a PM, como uma corporação que defende a indisciplina, não pode dar mau exemplo. "Além do mais, ainda há possibilidade de entendimento." A proposta de reajuste diferenciado apresentado pelo comando da PM tem por objetivo dar fim às distorções salarais que vêm causando a insatisfação dos policiais, especialmente os oficiais. As distorções, de acordo com informações da Associação dos Oficiais
ficaram maiores depois da greve dos praças ocorrida em junho de 1997.
Para acabar com o movimento, que incentivou greves também em outros Estados, o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) concedeu um reajuste superior a 40% aos soldados e sargentos, provocando o desequilíbrio no quadro de salários dos militares.
Dependendo do tempo de serviço, muitos sargentos chegam a ganhar mais do que oficiais. Corrigir essas distorções foi uma das promessas de campanha de Itamar.


