PM cumpre reintegração em Londrina
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Carolina Avansini e Michelle Aligleri<BR> Reportagem Local 
Londrina - A reintegração de posse de três áreas invadidas por 22 famílias ligadas à Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), na Zona Sul de Londrina, se arrastou durante todo o dia. Os mandados de reintegração começaram a ser cumpridos pela Polícia Militar pela manhã. Inicialmente os trabalhadores, que ocupavam três lotes com um total de 15 alqueires da área conhecida como Chácara São Miguel, resistiram à saída.
''Não podemos sair daqui sem ter para onde ir'', justificou Eunice de Carvalho, coordenadora da Contag. Após negociação pacífica com o comando do 5º Batalhão da PM, as famílias concordaram em se submeter ao cadastramento da polícia e encaixotar os pertences, além de acomodar a mudança e o material usado para construir os barracos em caminhões.
No início da tarde, um grupo de sem-terra esteve no Fórum e solicitou à Justiça um prazo de cinco dias até encontrar outra área para se instalar. O pedido foi indeferido e os sem-terra ameaçaram invadir um área pública. No início da noite, porém, quatro famílias decidiram se dirigir a assentamentos da região. Outras permaneceram no local, com autorização do proprietário, e se comprometeram a sair ainda hoje. A PM iria passar a noite no local para garantir a segurança.
Dezoito famílias estavam no local há pelo menos um ano e oito meses. Quatro outras famílias mudaram-se para o acampamento em agosto, depois de terem sido retiradas, também por reintegração de posse, de acampamentos em Porecatu e Alvorada do Sul (Norte).
O ouvidor agrário do Incra no Paraná, Vinícius Gessolo de Oliveira, informou que não havia terras disponíveis para realocação das famílias. ''Não fomos avisados pelo Poder Judiciário nem pela Polícia Militar de que haveria a reintegração. Há um entendimento institucional entre o Incra e a Secretaria Estadual de Segurança Pública sobre a necessidade de comunicar sobre as reintegrações de posse. Existe a mesma recomendação do Tribunal de Justiça aos juízes'', disse.


