Questionado sobre a falta de policiamento na avenida Higienópolis durante a ''festa'' da Copa, o porta-voz do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguédis, destacou que uma movimentada avenida da região central da cidade, como a Higienópolis, está longe de ser o local mais indicado para esse tipo de evento e jogou a responsabilidade sobre a prefeitura.
''O poder público municipal incentivou a reunião naquele local quando instalou os telões para os jogos anteriores. A PM não foi consultada sobre as condições de segurança. As famílias também não prestam atenção no que estão fazendo seus filhos, que consomem álcool e drogas com dinheiro ganho dos pais. Quando a coisa dá errada, é culpa da polícia'', ressaltou.
Depois de o repórter listar os ilícitos que estavam sendo praticados na via pública, o porta-voz disse que está sendo checado onde o sistema policial teria falhado. Não houve o envio de policiamento ao local mesmo após telefonema feito pelos jornalistas da FOLHA ao 190.
Conforme Eguédis, a PM deve mudar a estratégia para a próxima partida da seleção. Haverá policiamento na avenida nas próximas partidas do Brasil. ''Haviam equipes nossas nas proximidades, mas o serviço não foi percebido pela população. Por isso, vai haver uma mudança de comportamento da polícia para o próximo evento'', destacou.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, não atendeu a reportagem da FOLHA.

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