PM cria novos batalhões
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de março de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
A Polícia Militar do Paraná ganhou dois novos batalhões. Decretos publicados no início de março no Diário Oficial do Estado criaram o 26º e o 27º batalhões, em Telêmaco Borba (Campos Gerais) e União da Vitória (Sul), respectivamente. Em ambos os municípios, a corporação contava com companhias independentes.
A criação dos batalhões amplia a capacidade operacional da PM nas duas cidades e possibilita o aumento no efetivo policial. No entanto, o comandante-geral da Polícia Militar no Paraná, Maurício Tortato, informou que o número de policiais só deve ser ampliado a partir de agosto, com a conclusão dos cursos de formação da PM.
Quanto a estrutura física, os mesmos imóveis ocupados pelas companhias agora são sede dos batalhões. "As estruturas físicas das sedes das unidades são adequadas. Talvez não sejam as estruturas ideais [
] Por certo, algumas adequações elas sofrerão na sequência. De maneira imediata, o que nos importa é a ampliação da estrutura de atendimento à comunidade e a atuação efetiva do Policial Militar", argumentou Tortato.
A escolha de Telêmaco Borba e União da Vitória foi feita levando em consideração o número de habitantes, de municípios atendidos e de comarcas; a concentração econômica e comercial de cada região; a quantidade de unidades penitenciárias e outros itens que fazem parte do estudo estratégico de gestão da Polícia Militar. "Na região específica de Telêmaco Borba, nós tínhamos uma componente muito importante que é a ampliação do parque fabril da Klabin, com a primeira planta em Telêmaco Borba e a segunda em Ortigueira. Nós não poderíamos ampliar a estrutura orgânica sem ter o aporte de efetivo que propiciasse ações de Polícia Militar na região", destacou.
A área de abrangência do 26º Batalhão de Telêmaco Borba inclui os municípios de Tibagi, Ventania, Curiúva, Figueira, Sapopema, Ortigueira, Imbaú, Reserva e Cândido de Abreu. Serão 90 policiais no segundo semestre. A 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, que havia sido implantada em Telêmaco Borba, foi transferida para Loanda (Noroeste), com a promessa de destinação de mais 40 policiais no efetivo.
Já a reorganização do policiamento em União da Vitória era bastante aguardada pela população. Segundo o comandante do 27º Batalhão, major Gilmar Golemba Santana, o quadro organizacional da então companhia independente havia sido elaborado em 1976. "A instalação do batalhão começa agora. Até o fim do ano, os soldados estarão incluídos [no efetivo]. Ficamos no aguardo de novas contratações. Não existe prazo fixo, depende também da Assembleia [Legislativa] para a tramitação de projetos e custos", ressaltou Santana. Ao todo, 60 policiais devem reforçar o efetivo em União da Vitória. O número atual de PMs não foi revelado.
"Cada dia que passa, a nossa cidade tem um aumento na criminalidade, agora com mais assaltos no comércio. O número de policiais é insuficiente. Vamos acompanhar essa instalação do batalhão e pedir informações", prometeu o presidente do Conselho de Segurança de União da Vitória, Almindo Ferreira dos Santos.
O 27º Batalhão de União da Vitória atende as cidades de Porto Vitória, Bituruna, General Carneiro, Paula Freitas, Cruz Machado, Mallet, Paula Frontin, São Mateus do Sul, Antônio Olinto e São João do Triunfo. A 2ª Companhia Independente da PM, que atuava em União da Vitória, foi extinta e a 1ª Companhia Independente, instalada na Lapa, passou a ser responsável pelo policiamento nas cidades de Contenda, Quitandinha, Rio Negro, Campo do Tenente e Piên.
ADEQUAÇÕES
A Polícia Militar realiza estudo técnico para promover uma reestruturação também no Norte do Estado. A intenção é priorizar e reforçar o policiamento em Cambé. "Iríamos conduzir o processo para que o 5º Batalhão, junto com a 4ª Companhia Independente, se concentrasse apenas na cidade de Londrina. Outras estruturas orgânicas da Polícia Militar iriam atender os municípios da Região Metropolitana de Londrina. Mas isso ainda está na fase de estudos", apontou Tortato. Segundo ele, os estudos indicam a necessidade de instalação de uma companhia independente em Cambé. "Todo esse processo exige um amadurecimento porque os impactos orçamentários e financeiros são importantes", completou.


