PM credita ataque à UPS ao crime organizado
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2014
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Londrina - O 5° Batalhão de Polícia Militar ainda não deu detalhes sobre o suspeito que disparou contra a Unidade Paraná Seguro (UPS), no Jardim União da Vitória, zona sul de Londrina, no início da madrugada de ontem. Ninguém ficou ferido na ofensiva, mas ao menos seis tiros atingiram a unidade. De acordo com o porta-voz da PM, capitão Nelson Villa Junior, até o final da tarde de ontem nenhuma pessoa havia sido detida. A principal suspeita, adianta ele, é de uma ação do crime organizado, estimulada por grupos ligados ao tráfico de drogas que perderem o domínio do território após a instalação da UPS na região, que ocorreu no mês de dezembro de 2012.
"Acreditamos que isso seja a exteriorização do descontentamento dos criminosos da área devido à diminuição dos seus espaços. Quer dizer, todo aquele dinheiro que eles tiravam com o tráfico e os desmandos que empunhavam covardemente à comunidade acabaram. O criminoso fica desesperado, começa a resistir e se complicando ainda mais", avalia o capitão, adiantando que o ataque não irá inibir o trabalho policial. "Pelo contrário, o patrulhamento será intensificado na região."
Segundo o porta-voz, o 5° Batalhão tenta identificar os possíveis pontos de venda de drogas no União da Vitória para em breve deslocar viaturas aos locais em busca dos suspeitos.
Durante a ofensiva contra a UPS, havia apenas um policial de plantão no local. Villa ressalta que três equipes fazem parte da unidade e que elas estariam patrulhando a região no momento.
Esta foi a segunda vez que tiros atingiram a UPS do União da Vitória. A primeira foi no dia 5 de dezembro de 2013, também durante a madrugada. Na ocasião ninguém se feriu e nenhum suspeito foi preso. Para o capitão, não há ligação entre os casos.
Mortes
Londrina registrou dois homicídios em um intervalo de apenas 20 minutos na noite de domingo. Por volta das 21 horas, uma equipe da Rotam (Ronda Ostensivas Tático Móvel), da 4ª Companhia Independente, recebeu informações de que dois homens realizavam disparos no Conjunto Novo Amparo, zona norte. De acordo com a Companhia, os policiais foram até a Rua Fortunato Ferreira de Oliva e se deparam com dois suspeitos, armados com uma espingarda calibre 12 (com sete cartuchos) e uma submetralhadora (com 29 munições de calibre 9mm).
Um deles conseguiu fugir após abandonar um armamento. Ele não foi preso até a tarde de segunda. Já o segundo, Fábio Vitalino Ramos, de 24 anos, teria resistido à abordagem policial e foi baleado, morrendo no local. Segundo a 4ª Companhia, Ramos tinha antecedentes criminais por receptação de produto roubado, porte ilegal de arma e assalto. A Delegacia de Homicídios acrescentou que ele também foi investigado por assassinato.
Vinte minutos depois, na Rua João Pereira, Jardim Del Rey, zona sul, Endriw Macedo de Souza, de 22, foi executado com aproximadamente dez tiros. Segundo testemunhas, os autores teriam utilizado um carro de cor branca no crime. Socorristas do Siate atenderam Endriw, porém ele morreu no local.
A Delegacia de Homicídios informou que até a tarde de ontem ninguém havia sido preso pela morte. De acordo com a Polícia, Souza seria morador do Jardim Cafezal, zona sul e teria antecedentes criminais por tráfico de drogas. Uma rixa entre grupos rivais pelo comércio de entorpecentes é a principal linha de investigação da Polícia Civil, que irá tomar os primeiros depoimentos sobre o caso hoje.


