São Paulo, 25 (AE) - A polícia interrogou por quatro horas nesta madrugada no Departamento de Homicídios da polícia de São Paulo o policial militar João Alexandre Passos Fernandes, acusado de ter participado do atentado contra Fernando Rodrigues da Silva, filho da ambulante Ana Maria Gasque da Silva, que fez denúncias contra a máfia dos fiscais. Os investigadores chegaram ao policial através de seu carro, um Santana azul (placa CEP 8398), que foi reconhecido por testemunhas como tendo sido o mesmo usado no atentado. De acordo com o delegado Américo dos Santos Neto, da 4ª delegacia de lesões corporais do DHPP, os detalhes que levaram ao reconhecimento são um reparo na funilaria, a polaina dianteira caída, um ronco no escapamento e um farol mais forte que o outro. Segundo as pessoas que presenciaram o ataque, que aconteceu por volta das 21 horas do sábado passado na rua Papanduva, em Guarulhos, o carro foi visto com quatro ocupantes rondando o local. O policial, que foi interrogado até às 2h15 da manhã de hoje (25), disse que trata-se de uma armação para que ele seja afastado de suas funções. João Alexandre trabalha no posto policial do Largo da Concórdia e já havia sido citado antes do atentado como estando envolvido no esquema de propinas dos fiscais da prefeitura. Ele foi indiciado e será mantido sob custódia administrativa na Corregedoria da PM por dez dias. Se após este período nada for constatado, ele será solto e responderá ao processo em liberdade.(6h30) Carolina Ribeiro

mockup