Americana, SP, 08 (AE) - A Polícia Militar abriu inquérito para apurar a morte do estudante Rafael Tarossi, de 17 anos, ocorrido ontem (07) na cidade de Americana, durante uma perseguição policial. Testemunhas disseram que o jovem, que estava em uma moto, recebeu um tiro a queima-roupa do policial Antônio Souza da Costa Neto, que utilizava uma arma semi-automática, que era de uso pessoal.
O disparo acertou a nuca do rapaz quando ele ia tirar o capacete.
Socorrido no hospital local, Tarossi não resistiu ao ferimento e morreu na madrugada de ontem. O policial foi preso em flagrante e transferido para o presídio Romão Gomes, em São Paulo. O crime chocou a cidade.
"Quem deveria dar segurança à população acaba contribuindo com a violência", disse o tio do garoto, Ademar Luchesi.
O estudante passou, com a moto, em uma blitz quando retornava da escola. Tarossi, que não era habilitado,não parou no bloqueio. Houve perseguição. Os policiais conseguiram parar o rapaz em um semáforo próximo á região central. O policial que fez o disparo nem chegou pedir os documentos", disse uma testemunha que não quis ter o nome identificado.
O policial tinha autorização para usar a arma semi-automática
segundo afirmou o comandante da Policia Militar de Americana, major Claudemar Anchioli, que reprovou o procedimento do PM. "A abordagem deveria ser feito primeiro com o revólver calibre 38"
disse o comandante. "Foi uma fatalidade: a arma deveria estar engatilhada e disparou", completou.

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