Dublin - A maioria dos irlandeses se negou, com escassa margem de diferença, a tornar a lei do aborto mais rígida, como proposto pelo governo num referendo realizado anteontem, cujos resultados oficiais definitivos foram divulgados ontem.
O número de ‘‘não’’ representou 50,42% e o de ‘‘sim’’ 49,58%, segundo os resultados anunciados pela imprensa. Cerca de 10.556 eleitores inclinaram a balança numa das votações mais acirradas de toda história eleitoral irlandesa.
A participação foi de 42,89% dos 2,9 milhões de eleitores britânicos nesta votação, realizada na quarta-feira. O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, que propôs limitar a prática do aborto, reconheceu seu fracasso pouco antes do anúncio dos resultados definitivos.
O referendo tinha como objetivo ampliar a proibição da interrupção voluntária da gravidez, vigente desde 1861, às mulheres com tendências suicidas.
A Suprema Corte irlandesa avaliou em 1992 que as mulheres que correm risco de vida na gestação podem optar pelo aborto, única exceção à lei de proibição.

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