Plataforma que pode reduzir prejuízo vai operar em junho
A Petrobras deve conseguir colocar a plataforma P-40 em operação no campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, em junho, um mês antes do previsto. A P-40 está sendo viabilizada como uma das alternativas da estatal para minimizar os prejuízos (US$ 60 milhões por mês) com as explosões da P-36, localizada em Roncador, também na bacia de Campos.
A única pendência da plataforma é a liberação, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da licença ambiental. De acordo com o Ibama, a Petrobras precisa ampliar em seu relatório as áreas que sofrerão impacto socioeconômico e modificar o modelo de dispersão de óleo que seria adotado em caso de acidente.
O coordenador do Ibama no Rio, Carlos Henrique Mendes, disse que a empresa deu entrada no pedido de licença no final do ano passado. Ele não contemplava algumas exigências e pedimos revisão, disse Mendes.
A Petrobras informou em relatório que um derramamento de óleo da P-40 não atingiria as praias da região, localizadas em Cabo Frio e Campos, entre outros municípios fluminenses. O Ibama discorda e quer que a empresa modifique a posição.
Segundo Mendes, uma nova reunião técnica entre Ibama e Petrobras deverá acontecer em abril. Queremos clareza e transparência absoluta da Petrobras, afirmou ele. (A.F.)





