A plataforma da Petrobras P-7, localizada na Bacia de Campos, que jogou na quinta-feira 26 mil litros de óleo no mar, voltou a produzir ontem. A previsão inicial da empresa era de que a produção fosse retomada no sábado.
A produção começou a ser normalizada às 6 horas. Segundo a empresa, estão sendo religados um poço de petróleo de cada vez, até ser atingida na manhã de hoje a capacidade total da P-7, de 15 mil barris por dia. Ao todo, são 17 poços ligados à plataforma.
Com a parada, a Petrobras deixou de produzir 60 mil barris de petróleo. Às 4h45 da manhã de quinta a P-7 teve o que os técnicos chamam de ‘‘kick’’, uma perda temporária de controle de um poço, o que provocou o vazamento. Isso levou à parada da produção e a remoção da maior parte dos petroleiros embarcados para outras plataformas. As causas do ‘‘kick’’ ainda não foram esclarecidas.
A Petrobras informou que a mancha de óleo causada pelo derramamento, que atingiu mais de 40 quilômetros quadrados, já desapareceu.
De acordo com a empresa, não foram usados dispersantes (produtos químicos para diluir o óleo) e a mancha desapareceu de forma mecânica, com ajuda do vento e das correntes marítimas.
O Ibama mantém uma equipe no local do acidente, que deve divulgar relatório até quarta-feira sobre o impacto no ambiente. Com base no documento, o órgão vai decidir se a Petrobras será multada ou não.
O acidente da P-7 aconteceu quase um mês depois das explosões ocorridas na P-36, em 15 de março, que deixaram 11 petroleiros mortos e levaram ao afundamento da plataforma. (Agência Folha)

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