Rio de Janeiro - Passados dois dias do acidente com a P-34, a Petrobras avançou ontem na tentativa de recuperar a plataforma: conseguiu reduzir o grau de inclinação da embarcação, que está voltando gradualmente à posição normal.
Até agora a estatal não indicou o motivo do acidente. O diretor-gerente de Exploração e Produção, Carlos Tadeu Fraga, disse ontem que ''é prematuro concluir qualquer coisa.'' Disse que a partir de quinta a comissão interna que vai apurar as causas do acidente começará a analisar a caixa-preta (equipamento que guarda os registros da unidade) da P-34, que já está com a empresa.
No início da noite de ontem, a P-34 tinha uma inclinação de 26º. Desde domingo, quando uma pane elétrica afetou o sistema de lastro (dá sustentação à unidade), a plataforma estava adernada a 32º.
Para estabilizar a plataforma, a Petrobras bombeou desde as 20h de anteontem 1,8 milhões litros de água do mar para um tanque localizado no lado direito da plataforma, que opera nos campos de Barracuda e Caratinga, na bacia de Campos (RJ). Foram injetados 1 milhão de litros até as 7h, o que permitiu que a inclinação caísse para 29º. Ao final do dia, o tanque havia recebido 1,8 milhões de litros, o que levou o adernamento para 26º.
A produção diária da P-34 é de cerca de 34 mil barris de óleo e 195 mil metros cúbicos de gás.

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