Plantonistas suspendem ameaça de greve
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina - Os médicos plantonistas da Santa Casa e do Hospital Evangélico de Londrina aceitaram, em assembléia na noite de ontem, a proposta do Município de prorrogar por 30 dias o contrato que repassa R$ 361 mil mensais para a categoria para pagamento de adicionais de sobreaviso. A decisão suspende a ameaça de paralisação do atendimento pelo SUS nos prontos-socorros e dá sobrevida para a Prefeitura negociar uma solução definitiva para o problema.
A proposta foi acertada anteontem entre Ministério Público, Secretaria Municipal de Saúde, médicos e empresários. Em nova rodada realizada ontem, foi acordado que esta seria uma medida emergencial. ''Vamos continuar trabalhando e dar um voto de confiança para a Prefeitura em consideração a um pedido do Movimento Londrina Competitiva (formado por empresários locais)'', informou o diretor clínico da Santa Casa, Weber de Arruda Leite.
No entanto, o promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, criticou o fato de que o secretário municipal de Sa© úde, Agajan Der Bedrossian, sequer sabia que os plantonistas não haviam os meses de novembro, janeiro e fevereiro, que só foram pagos ontem. ''Há uma total falta de comunicação entre a autarquia de Saúde e os hospitais'', comentou o promotor. Bedrossian não foi encontrado para se justificar.
Outra situação colocada foi que o Estado não estaria repassando os R$ 100 mil mensais que havia se comprometido a fazer por cinco meses. O secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, garantiu ter repassado duas parcelas e acertado que o Ministério da Saúde subtrairia as três restantes da verba do Estado e as repassaria diretamente para o Município. Além disso, ele lembrou que negociou com o MS o acréscimo de R$ 1,5 milhão mensais para Londrina a partir de abril.


