Um milhão de árvores foram plantadas durante o primeiro ano do plano de reflorestamento da empresa Duke Energy na área de reserva da Usina Hidrelétrica de Capivara, na região Norte do Paraná. Ontem, uma solenidade marcou a recuperação de 600 hectares de mata ciliar, em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), e promoveu o plantio de mudas nativas em comemoração ao Dia da Árvore.
Ontem, o secretário do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, também anunciou para outubro um plano de recuperação de mata ciliar nos mananciais de abastecimento da Sanepar e rios do Estado. A meta do programa Mata Ciliar é reflorestar 1 milhão de hectares, cerca de 190 mil quilômetros de rios, nos próximos três anos. ''É um programa ambicioso e um investimento de R$ 82 milhões'', afirmou, completando que 20 milhões de hectares no Estado precisam ser reflorestados.
O plano de reflorestamento da Duke Energy foi uma das exigências do Consórcio Intermunicipal da Bacia Capivara (Cibacap), que congrega 11 municípios, quando a usina hidrelétrica foi implantada em 1975. Segundo o coordenador geral do Cibacap, Dalvo Lúcio Moreira, cerca de 41,4 mil hectares de reservas e terras férteis ficaram submersos por causa da usina. A meta para os sete anos do plano é reflorestar 4,2 mil hectares, plantando cerca de 8 milhões de árvores. O plano também tem como parceiros a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
As mudas usadas no reflorestamento da usina foram produzidas pela UEL em viveiros de Sertaneja, Alvorada do Sul e Primeiro de Maio. Segundo o biólogo José Marcelo Torezan, foram selecionadas 70 espécies nativas da região, como aroeirinha e pau d'álho, que têm crescimento rápido. ''Em 14 meses, as árvores já chegam a três metros de altura'', explicou.

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