Rio – O ministro da Saúde, Arthur Chioro, calcula que o governo poderá arrecadar até R$ 1,4 bilhão este ano com a ampliação do ressarcimento de operadoras de planos de saúde privados ao Sistema Único de Saúde (SUS), anunciada ontem, na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Rio. Antes válido apenas para casos de internação, o reembolso também será exigido quando clientes de planos de saúde realizarem procedimentos de alta e média complexidades na rede pública.
Exames e terapias como quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, cateterismo cardíaco e cirurgia de catarata deverão ser ressarcidos pelas seguradoras. A ANS espera ampliar 149% o volume de procedimentos cobrados. "É uma questão de justiça. Quem mais precisa do SUS vai ter mais recursos e quem tem plano vai poder cobrar que a operadora dê acesso aos procedimentos", afirmou Chioro.
Segundo o ministro, a medida tem efeito imediato, com a cobrança sendo iniciada pelos procedimentos realizados no primeiro trimestre de 2014. No período, houve 76.258 autorizações de internações hospitalares e 113.693 para procedimentos ambulatoriais de beneficiários de planos de saúde no SUS. Os números significam a cobrança de R$ 354 milhões às operadoras.

mockup