Plano vai mostrar potencialidades da bacia do Paranapanema
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Um encontro ontem em Londrina discutiu ações para compor o Plano Integrado dos Recursos Hídricos da Unidade de Gestão da bacia do Paranapanema. O documento orientará a tomada de decisões, estabelecimento de ações, investimentos e formulação das diretrizes e políticas públicas para a melhoria da oferta de água em termos de qualidade e quantidade do rio, que corta os Estados do Paraná e São Paulo.
A reunião envolveu representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto das Águas do Paraná, Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, além de prefeituras, sociedade civil e setores de usuários da água. Dois encontros similares já haviam sido realizados em Presidente Prudente e Maringá. Na próxima semana, as reuniões acontecem em Marília, Jacarezinho e Piraju. As seis cidades são sedes dos comitês estaduais da bacia hidrográfica.
Nesta primeira etapa do trabalho estão sendo colhidas informações sobre as potencialidades, oportunidades e problemas enfrentados pelas populações que se utilizam do Paranapanema.
"A bacia tem grande potencial hidrelétrico, ótima disponibilidade hídrica, tanto superficial quanto subterrânea, água de boa qualidade, além da questão do lazer e do turismo", ressaltou Brandina de Amorim, especialista em Recursos Hídricos da ANA. "Por outro lado há alguns pontos de poluição, sobretudo próximo a cidades, poluição que vem do setor agrícola e lançamento de esgoto sem tratamento em algumas regiões." No Paraná, a bacia do Paranapanema é composta por outras três grandes unidades formadas pelos rios Tibagi, Pirapó e Cinzas/Itararé.
O objetivo é que o Plano Integrado seja construído a partir da participação de toda a sociedade para que as ações sejam realmente colocadas em prática e, por outro lado, para que haja comprometimento por parte dos órgãos representativos para a execução das medidas. "As condições da bacia hoje são boas, mas podem ficar comprometidas se não houver uma gestão dos recursos. A água utilizada hoje precisa ser preservada para o futuro. Caso contrário, podemos ter problemas como os já enfrentados por outras bacias atualmente no País", frisou Brandina. A previsão é que o Plano Integrado seja concluído atém o fim de 2015.


