Agência Estado
De Brasília
Dezesseis milhões de pessoas – ou 10% da população brasileira – sofrem de asma e, dessas, 1,6 milhão de pacientes são portadores com sintomas crônicos. Até outubro, 241,8 mil foram internadas em consequência da doença nos hospitais públicos com convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), perfazendo gasto de R$ 66 milhões. Os dados foram revelados na sexta-feira pelo ministro da Saúde, José Serra, ao lançar o Plano Nacional de Controle da Asma. Por ano, segundo Serra, morrem 2,2 mil pessoas vítimas da asma e 70% dessas mortes ocorrem dentro dos hospitais.
A asma é hoje a quinta causa de internações no SUS. A doença fica atrás apenas de parto natural, pneumonia, cesariana e insuficiência cardíaca. E a doença é a quinta colocada em termos de gastos. Segundo Serra, a maior incidência ocorre na Região Nordeste. Dados do Ministério da Saúde indicam que, nos países de baixa renda, a doença atinja entre 100 e 200 milhões de pessoas, com cerca de 50 mil mortes anuais.
O professor Fernando Martinez, da Universidade do Arizona (EUA), disse que o plano de combate à asma lançado pelo Brasil é inédito na América Latina. ‘‘A asma é uma doença crônica que precisa ser enfrentada pelos governos.’’ Martinez, que participou do lançamento.
Serra anunciou também que o governo federal investirá R$ 220 milhões – uma média de R$ 40 milhões anuais – até 2003 em programas de qualidade de sangue e hemoderivados no País. Semana passada, o Ministério da Saúde assinou convênios no valor de R$ 21,2 milhões com 26 Estados para que possam reequipar e expandir seus serviços.

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