Plano de saúde gera queixa no PR
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terça-feira, 05 de setembro de 2000
Carolina Avansini De Londrina 
Algumas das irregularidades encontradas pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) nos contratos básicos de planos de saúde em São Paulo se repetem em Londrina. De acordo com a Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) da cidade, cerca de 14% das reclamações que chegam ao órgão são referentes a problemas com as operadoras dos planos.
A maioria dos casos diz respeito à falta de clareza na linguagem do contrato. O consumidor assina o documento sem entender todas as cláusulas e acaba se surpreendendo com algumas dificuldades para utilizar o serviço. No caso de dúvidas, é recomendável consultar-nos antes de assinar, informou Rogério Farah Marçal, coordenador-geral do Procon.
Exclusão de alguns tipos de exames, cirugias e tratamentos ocupam o segundo lugar entre as reclamações. Marçal salienta que algumas exclusões estão previstas no contrato, mas verifica a necessidade de uma regulamentação mais específica sobre alguns temas.
Ele cita também os aumentos abusivos nas mensalidades e explica que as operadoras devem registrar o cálculo referente aos reajustes necessários na Agência Nacional de Saúde. A Agência é responsável por deferir ou não o aumento. Após concluir estas análises, eles nos encaminham uma lista com todas as empresas autorizadas a corrigirem as mensalidades, para identificarmos os aumentos realmente abusivos, ressaltou.
Em menor número, os consumidores reclamam das restrições a atendimentos de urgência e emergência, suspensão no atendimento por falta de pagamento e o descredenciamento de médicos, clínicas e hospitais sem aviso prévio e substituição. O coordenador do Procon informou que 45% das reclamações sobre planos de saúde encaminhadas ao órgão são procedentes. A maioria delas é solucionada aqui mesmo, sem necessidade de intervenção judicial, completa.


