Plano de renovação da frota será prolongado até 2000
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quinta-feira, 22 de julho de 1999
Por Ariel Palacios, especial para a AE (assinatura obrigatória) 
Buenos Aires, 23 (AE) - O governo argentino decidiu prolongar o "Plan Canje", como é conhecido o plano de renovação da frota local, até 31 de janeiro do ano 2000. O prazo original para seu fim era o 19 de outubro, mas devido a um forte aumento nas vendas de automóveis, como consequência do plano, o governo preferiu mantê-lo por mais uns meses.
O plano de renovação foi implementado em maio, quando as estatísticas indicavam que a queda assustadora nas vendas de automóveis precisava um contra-ataque. No primeiro semestre, a redução nas vendas foi de 47,9%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em maio, o setor automotivo, levado pela recessão, e queda de 50% nas exportações ao Brasil, já havia suspendido ou demitido 20% de seus operários.
Mas, com o plano de renovação, a esperança voltou a aparecer entre os empresários: enquanto o governo esperava que o plano possibilitasse a venda de 60 mil automóveis em seis meses, já foram vendidos 31 mil no primeiro mês. 70 mil automóveis foram entregues para sucata, o que indica que a demanda pelos carros novos continuará. As suspensões de operários foram retiradas, e empresas como a Renault e a Volkswagen voltaram a ter horas extras, algo inimaginável em janeiro.
O presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa), Horacio Losovitz, declarou que 60% das vendas estão ocorrendo por causa do plano de renovação. Segundo ele, o prolongamento do plano reduzirá em 50% a queda prevista nas vendas para este ano.
O subsecretário de Indústria, Miguel Cuervo, afirmou que o governo está estudando a possibilidade de incluir os automóveis produzidos no Brasil. QUEDA DE 3% NO PIB - O Secretário de Programação Econômica, Rogelio Frigerio, anunciou que o governo argentino modificou suas expectativas sobre o crescimento do PIB: em vez da previsão de queda de 1,5%, realizada em abril, Frigerio admitiu que agora espera-se que a redução seja de 3%. O secretário afirmou que a economia continua estagnada, mas que a queda no PIB não obrigará o governo a renegociar as metas com o FMI. Além disso, o governo também anunciou que em junho a atividade industrial caiu 12,4%% em relação ao mesmo mês do ano passado.


