Plano de renovação da frota argentina entra em vigor esta semana
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domingo, 21 de março de 1999
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 22 (AE) - O governo argentino, as montadoras e as concessionárias conseguiram eliminar todas as barreiras e impasses em relação ao plano que permitirá a renovação da frota de veículos do país, denominado oficialmente de Regime de Renovação do Parque Automotivo. A troca de veículos usados por novos deve, segundo o governo Carlos Menem, alavancar a venda de pelo menos 50 mil unidades por ano, ou 10% do meio milhão de carros que não estão em condiçõs de circular. O Brasil tem plano semelhante para retirar de circulação veículos com mais de 15 anos de uso.
O plano argentino, que prevê a troca de automóveis com mais de 10 anos de uso por um zero quilômetro, deveria entrar em vigor hoje (segunda-feira), mas faltam definir ainda a empresa que vai destruir os carros usados e os custos da transformação dos veículos velhos em sucata. Os descontos vão de US$ 3 mil a US$ 4 mil (no caso dos utilitários). Já os descontos para ônibus e caminhões serão de até US$ 12 mil.
A Secretaria argentina de Indústria informou que, uma vez definidas a empresa responsável pela destruição, o valor a ser cobrado para essa tarefa e a tarifa de tranporte do veículo até a unidade de destruição, o plano entrará imediantamente em vigor. Operacionalmente, o regime de renovação entrará em vigência esta semana, segundo a secretaria.
Com essa medida, que vem sendo discutida há mais de um ano, todos os proprietários de veículos usados (automóveis, utulitários, ônibus e caminhões) com mais de 10 anos poderão trocá- los até o dia 14 de outubro. Ou seja, o prazo será de 180 dias a partir da vigência do regime de renovação da frota. Depois da data- limite de troca, apenas os proprietários de veículos entre 10 e 15 anos terão direirto aos descontos.
Com o plano, o governo eperar facilitar a substituição da frota argentina de veículos obsoletos por novos de produção nacional. O governo acredita ainda que a renovação da frota permitirá a reativação da indústria automotiva, duramente afetada pela crise financeira do Brasil. Nos primeiro dez dias deste mês, por exemplo, o licenciamento de veículos no país caiu 28% em relação ao mesmo perído do ano passado. As vendas da Renault caíram 20% e as da Ford, 28%. Mas a Fiat e Volks amargaram os piores resultados, com quedas nas vendas de 46% e 42%, respectivamente.
A renovação da frota deve melhorar também as condições de segurança dos veículos em circulação e a diminuição da emissão de gases. Quem aderir ao plano de troca terá, primeiro, de ir até uma concessionária com a documentação do carro para provar que o veículo cumpre com as condições exigidas. De posse da autorização e do certificado que permite o desconto de 20% na compra de um zero quilômetro, o proprietário terá o desconto de no máximo US$ 3 mil por automóvil, de US$ 4 mil por um utilitário ou de US$ 12 mil por veículo pesado (ônibus ou caminhão).


