Planeta terá mais de um bilhão de idosos em dez anos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de outubro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Em dez anos o número de pessoas com mais de 60 anos deverá ultrapassar a marca de 1 bilhão de indivíduos. O estudo foi realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa, na sigla em inglês) e aponta ainda que a parcela global de idosos está crescendo mais rápido que todas as outras faixas etárias.
Os dados indicam que, no ano 2000, pela primeira vez na história, foram registradas mais pessoas com idade acima de 60 anos do que crianças menores de 5 anos. Até 2015, a expectativa é que os idosos sejam mais numerosos que a população com menos de 15 anos. E, em apenas dez anos, 200 milhões de pessoas devem passar a integrar o grupo. O levantamento mostra também que 47% dos homens idosos e quase 14% das mulheres idosas em todo o mundo ainda estão inseridos no mercado de trabalho.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada há menos de duas semanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira chegou a 195,2 milhões de habitantes em 2011 - e as pessoas com 60 anos ou mais de idade já representam 12,1% da população total.
A artesã Antônia Joana Pires, de 84 anos, faz parte desse grupo. Ela trabalha fazendo rendas e crochê e comercializa sua produção no Centro de Londrina. Para ela, a maior dificuldade encontrada pelos idosos na cidade é a qualidade do atendimento nos postos de saúde. ''Para as pessoas com mais idade, os atendimentos deveriam ser mais rápidos, com mais urgência'', cobra.
O funcionário público Roque Alves, de 60, critica a organização da previdência social e aponta que só quando essa questão for equacionada, os idosos poderão ter uma melhor qualidade de vida.
Ainda longe da terceira idade, o vendedor Luciano Barbizan, de 30 anos, aponta que o Brasil não está preparado para cuidar dos idosos. ''As pessoas não cuidam deles da mesma maneira que cuidam de uma criança. As famílias abandonam seus familiares nos asilos. Está faltando educação e formação para cuidar dos idosos'', declara.
O estudo da Unfpa aponta ainda que atualmente duas em cada três pessoas com mais de 60 anos vivem em países desenvolvidos. Até 2050, a proporção deve passar a ser de quatro em cada cinco.
''Se não forem observadas imediatamente, as consequências dessas questões devem pegar países de surpresa. Em diversas nações em desenvolvimento que têm grandes populações jovens, por exemplo, o desafio é que os governos não têm colocado em prática políticas que apoiem as populações mais velhas ou que sirvam como preparação para 2050'', alerta o estudo da Unfpa.(Com Agência Brasil)


