Apesar dos incidentes ocorridos durante o Fórum Social Mundial (FSM), entre eles o da falta de entendimento depois que o presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso fez críticas ao foro e ameaçou expulsar do país o líder camponês francês José Bové, os participantes do encontro afirmam que é preciso insistir no diálogo urgente, pois o futuro do planeta se decidirá nos próximos trinta anos. ‘‘O planeta está prestes a alcançar seus limites no meio ambiente, de pobreza extrema, de exclusão. Não podemos esperar mais’’, segundo discurso feito no final do FSM.
Depois de cinco dias de debates e conferências, Porto Alegre estabeleceu agenda de manifestações em Washington, Qatar, Gênova e outro lugares onde se reunirão as instituições financeiras internacionais.
Apesar da diversidade dos grupos, o foro chegou a um consenso sobre vários assuntos, entre eles: reforma agrária na América Latina, a transformação das instituições financeiras internacionais, a radicalização da democracia e a abolição da dívida externa dos países pobres.
Além disso, o Fórum Social Mundial rechaçou por unanimidade o Plano Colômbia, definido como ‘‘ingerênciado dos Estados Unidos sob pretexto de acabar com o narcotráfico. Os participantes do evento apostam na tranformação política profunda, que leve o país à paz duradoura.
A cidade de Porto Alegre vai abrigar numa praça obra de arte com 500 pedras de diferentes países, com mensagens de esperança, para lembrar do primeiro Fórum Social Mundial. (France Presse)

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