Planalto ameniza críticas ao Congresso
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 22 (AE) - O porta-voz do Palácio do Planalto, Georges Lamazire, negou hoje que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha reclamado do andamento das votações no Congresso. "Ele não fez, de forma alguma, crítica mais aprofundada do andamento dos trabalhos do Legislativo e tem certeza de que os líderes estão empenhados na tramitação mais rápida de projetos como o da Lei de Responsabilidade Fiscal e a reforma tributária", disse.
Segundo o porta-voz, o relato do articulador político do governo, ministro Pimenta da Veiga, de que o presidente estaria criticando uma suposta "paralisia do Congresso" foi normal e pode ser equiparada a qualquer crítica que um parlamentar faça ao andamento do governo federal. "A avaliação que o presidente fez não foi do andamento do Congresso nesses últimos dias, mas sim que tem recebido o apoio do Congresso, e não há nenhum motivo para se pensar ou para se fabricar crise a partir disso."
Segundo Lamazire, o presidente, diferentemente do ministro Pimenta da Veiga, não vê necessidade de uma reunião conjunta de todos os líderes para definir uma pauta de trabalhos do Congresso para o segundo semestre.
O porta-voz do Palácio do Planalto, Georges Lamazire, disse ainda que o presidente considera que "nunca houve disputa política entre aliados pelo cargo de diretor-geral da Polícia Federal nem houve politização" em torno do preenchimento desse posto. Segundo Lamazire, o presidente espera que agora seja possível, no nível funcional, o melhor entrosamento de todos os órgãos envolvidos e o acatamento das diretrizes que são, em última análise, do presidente".
O porta-voz do Palácio do Planalto informou ainda que o presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu hoje um telefonema do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que se encontra na Europa. Segundo Lamazire, Magalhães ligou para cumprimentar o presidente pelo seu aniversário. Fernando Henrique teria comentado apenas com o senador que havia conversado (por telefone) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso. Antes do embarque de Magalhães para Lisboa, ele e Velloso havia feito declarações duras um contra o outro por causa da reforma do Judiciário. Lamazire disse que Magalhães e Fernando Henrique combinaram aguardar o retorno do senador a Brasília, a partir de terça-feira, para ambos conversarem sobre as relações entre os poderes. Segundo o porta-voz, o presidente "fará tudo para colaborar" para o bom entendimento entre o Legislativo e o Judiciário.


