Ankara, 05 (AE-AP) - O Conselho Presidencial do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou hoje (05) seu "apoio total" ao apelo de "cessar-fogo e retirada das forças curdas do território turco", lançado na segunda-feira pelo seu líder Abdullah Ocalan - preso e condenado à morte por um tribunal da Turquia. Os guerrilheiros, que há 15 anos travam uma guerra pela criação de um território curdo autônomo no sudeste da Turquia, disseram que irão depor as armas em 1º de setembro. "Este grande apelo feito pelo nosso presidente, Abdullah Ocalan
representa a nova fase alcançada pela nossa luta de libertação nacional. É o único meio de resolver a questão curda", afirmou o grupo rebelde numa declaração divulgada pela agência de notícias pró-curda DEM, baseada na Alemanha. "Nosso partido declara abertamente que está de total acordo com o pedido do camarada presidente Ocalan", acrescenta a nota. No entanto, os rebeldes curdos enfatizaram que, "trata-se de uma expectativa natural de nosso povo que a Turquia mostre sua responsabilidade em adotar uma solução, buscando uma aproximação diante desse passo histórico". Porém, horas depois da divulgação dessa declaração, o promotor chefe da Turquia, Vural Savas, solicitou ao Tribunal de Segurança do Estado que confirmasse a sentença de morte emitida contra Ocalan. O promotor acusou algumas nações e organizações de defesa dos direitos humanos exercer pressão contra o governo turco devido à pena capital contra o líder curdo. O governo de Ankara tem se recusado a firmar qualquer compromisso com os rebeldes depois do apelo de Ocalan. O presidente turco, Suleyman Demirel, disse nesta quinta-feira (05) que: "o Estado não necessita de ajuda para colocar um fim nessa luta".

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