PKK promete poupar Europa e intensificar guerra na Turquia
Ancara, 02 (AE-AP) - Os curdos deveriam evitar ataques na Europa, mas não têm escolha senão recorrer à violência na Turquia, afirmou hoje (02) um porta-voz do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Ontem, cinco pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em ataques supostamente realizados por rebeldes curdos através da Turquia.
Mizgin Sen, a porta-voz para os rebeldes na Europa, não pôde confirmar se o PKK levou a cabo os ataques, mas afirmou que "não seria nenhuma surpresa" se os rebeldes estivessem por trás dos incidentes.
Entretanto, disse ela, a organização não teve nenhum papel em uma série de ataques contra estabelecimentos turcos na Alemanha.
"Nós acreditamos totalmente sem propósito realizar ataques na Europa. Pedimos para que o nosso pessoal permaneça tranquilo", disse Sen, por telefone, de Bruxelas.
Mais cedo, o braço político dos rebeldes havia condenado os ataques como "atos de provocação". O PKK jurou intensificar ataques na Turquia desde que um tribunal turco condenou seu líder, Abdullah Ocalan, à morte por traição e separatismo no início desta semana.
"Condenando Ocalan à morte, a Turquia está deixando os curdos sem opção, a não ser intensificar sua guerra", reforçou hoje Sen, antes de acrescentar: "Não apenas nas montanhas, mas também no resto da Turquia".
A polícia turca prendeu hoje, em Istambul, dois rebeldes curdos suspeitos de estarem planejando uma série de ataques à bomba em resposta ao veredicto contra Ocalan, disseram autoridades
Ontem à tarde, uma bomba explodiu em um café de Istambul, ferindo três civis. No sudeste do país, dominado pelos curdos, supostos rebeldes mataram quatro civis em Elazig. Na cidade vizinha de Van, um policial foi morto a tiros em um ataque atribuído aos rebeldes.
Em outro conflito, soldados mataram 22 rebeldes curdos nas províncias de Hakkari, Bagageiro, Bingol e Sirnak, informou a agência de notícias Anatólia. Também foram mortos quatro soldados.





