São Paulo, 29 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, comemorou hoje a margem adicional de US$ 2 bilhões que o Banco Central terá para atuação no câmbio, a partir da revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional. "Isso poderá trazer mais tranquilidade ao mercado", disse. Ontem, Piva advertiu que
se não ocorresse uma apreciação do real, a pressão inflacionária ressuscitaria a reindexação.
"Não vejo fundamentos da economia para termos um dólar tão alto, mas há a percepção dos agentes externos de que não faremos as reformas e de que não melhoraremos o saldo da balança comercial. Assim, qualquer coisa reflete em pressão no câmbio que traz reflexo na inflação", disse.
Para a indústria, o câmbio deveria recuar para R$ 1,85 ou, no máximo, para R$ 1,90. Qualquer cotação acima desse patamar, segundo ele, seria benéfica apenas para os exportadores
não para a indústria em geral, que depende de insumos importados. "O câmbio em R$ 1,85 atende as necessidades dos exportadores e da indústria, sem pressionar a inflação", ponderou o presidente da Fiesp.
Ao comentar a decisão do Banco Central, Piva elogiou o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, dizendo que ele tem "muita sensibilidade". "A indústria tem vivido às turras com o Banco Central nos últimos anos, por motivos justos, mas tenho muito respeito pelo trabalho do Armínio Fraga", disse Piva que, segundo ele, "tem surpreendido o mercado, às vezes, de forma mais ousada que o mercado.

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