São Paulo, 23 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, qualificou hoje de irresponsabilidade a posição do governo de adiar a reforma tributária, embora existam esforços significativos por parte do relator da comissão que prepara o documento, deputado Mussa Demes (PFL-PI). De acordo com ele, a reforma tributária é fundamental para o futuro do País, uma vez que ela definirá se o Brasil ficará incluído entre os países periféricos ou os competitivos.
Piva fez um apelo para que a população e o setor empresarial manifestem a revolta contra o atraso da reforma, uma vez que isso traz consequências negativas para o País e ainda possibilita a criação de empregos em outros países. Ele lamentou que exista dentro do próprio governo opiniões divergentes sobre a reforma, razão pela qual se nota que o Executivo não embarcou nesse esforço de a aprovar, de acordo com ele. Ele disse ainda que o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, deveriam fazer um maior esforço, pois eles jogam um papel preponderante nesse processo das reformas necessárias para o desenvolvimento da economia. "É uma irresponsabilidade que a agenda apresentada pelo deputado Germano Rigoto (PMDB-RS, presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária) não seja seguida à risca", disse ele.
Piva disse ainda que os empresários, representados pela Fiesp, esperam e querem que a reforma tributária seja aprovada ainda este ano. Senão, acrescentou ele, "o Brasil vai morrer na praia, já que o próximo ano é um período político para o País". Para Piva, se a reforma tributária não for aprovada este ano, ela será jogada para 2003.

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