São Paulo, 30 (AE) - O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, prefere a aprovação de uma reforma tributária neste ano, mesmo que limitada por mecanismos de transição que tornem as mudanças mais lentas, do que o adiamento da votação para o futuro. "Se não votarmos a reforma neste ano, estamos liquidados", afirmou Piva à Agência Estado.
Após um jantar-reunião, em Brasília nesta terça-feira, com 40 parlamentares que integram a comissão que discute a reforma tributária, Piva voltou a acreditar que a proposta possa ser votada neste primeiro semestre, desde que haja empenho do Poder Executivo. "Sai de lá animado", disse.
As eleições municipais em outubro não serão, segundo Piva, um empecilho para a votação da reforma, embora ele já tenha imaginado que fossem um problema. Não há, no projeto em discussão, um ponto que aglutine os prefeitos e muito menos, candidatos à prefeituras. Em 2001, os governadores serão uma resistência concreta às mudanças, o que adiaria a votação para o ano seguinte, quando haverá eleição para o governo dos Estados.

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