São Paulo, 07 (AE) - A guerra fiscal só vai acabar no País quando São Paulo entrar nela ou houver uma reforma tributária de fato, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, ao comentar que apóia integralmente a decisão do governador Mário Covas (PSDB) de criar salvaguardas contra a guerra fiscal praticada por outros Estados.
Piva salientou que não é possível "que São Paulo continue perder indústrias atrás de indústrias por causa de práticas ilegais com impostos; por causa da guerra fiscal". "Era preciso que algo fosse feito contra essa situação."
O presidente da Fiesp disse acreditar que a reforma tributária deve ter as discussões reiniciadas nos próximos dias no Congresso. "Era preciso que São Paulo fizesse algo contra a guerra fiscal; aprovo essa medida do governador Covas com o coração doendo, mas entendo que o Estado não tem outra saída para enfrentar as perdas de indústrias."