Rio de Janeiro, 15 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), Horácio Lafer Piva, disse nesta quinta-feira (15) que acha difícil que, em um primeiro momento, não ocorram demissões por causa da fusão da Antarctica e da Brahma, para a criação da Ambev.
"Com este tipo de operação é preciso ter uma visão de médio e longo prazo", assinalou. Para Piva, ao se juntar, as empresas ganharão competitividade, vão crescer e, com isto, gerar novos empregos.
O empresário ressaltou o fato de uma fusão desta natureza ser um fenômeno novo. "A busca de escala é um condição sine qua non", disse. "A redução de custos é a única forma de enfrentarmos os produtos internos vendidos aqui no país, como também conquistar os mercados externos", comentou.
O presidente da FIESP acredita que neste primeiro momento pode-se estudar formas de fazer uma transição, como a criação de programas de demissão mais estruturados. "Acho que a Ambev vai ser uma empresa suficientemente competitiva para aumentar o seu nível de emprego."

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