São Paulo, 23 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) disse hoje ver com simpatia o projeto que determina que os bares da cidade devam ser fechados à 1 hora. "Pela conotação de resolver ou parcialmente resolver a questão da violência, principalmente na periferia". Para o prefeito, a proposta requer uma mudança de hábitos da população, que ele entende ser necessária para diminuir os índices de violência. "Ela é necessária para evitar ou estancar o crescimento da violência".
O projeto também aumenta a responsabilidade e o trabalho dos fiscais da Prefeitura. Segundo o próprio prefeito disse acreditar, a maioria dos bares localizados nas áreas onde há maior incidência de crimes na cidade nem sequer têm licença para funcionamento. Questionado se não seria mais simples ordenar que a fiscalização desses estabelecimentos fosse mais rigorosa, o prefeito, que ainda não sancionou o projeto, disse: "Se existe uma deliberação para que haja um limite de horário para esses bares funcionarem, essa deliberação é resultado de uma vontade popular expressa pela votação na Câmara". Estimativas - As entidades ligadas ao setor não têm números exatos sobre a quantidade de bares que será atingida pela possível lei, mas fazem algumas estimativas. Na avaliação do diretor jurídico do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo, José Francisco Vidotto, a medida pode atingir entre 40 mil e 42 mil estabelecimentos, que funcionam após a 1 hora. Segundo ele, nem 1% desses bares tem isolamento acústico, como determina o projeto aprovado pelos vereadores.
Para o presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Bares e Restaurantes Diferenciados (Abredi), Percival Maricato, entre 2 mil e 3 mil estabelecimentos podem ser afetados pela mudança. A entidade abrange apenas bares e restaurantes, excluindo lanchonetes, bares de periferia, padarias e outros que estão ligados ao sindicato.

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