Pitta tenta trégua na Câmara mas vereadores falam em impeachment
Pitta tenta trégua na Câmara mas vereadores falam em impeachment13/Mar, 20:25 Por Flávio Mello São Paulo, 13 (AE) - Os articuladores políticos do prefeito Celso Pitta (PTN) pediram uma "trégua" até quinta-feira (16) aos vereadores que integram a base de sustentação do governo municipal. Uma ala dos parlamentares, porém, reagiu e chegou a propor o afastamento de Pitta. Na prática, a base governista está rachada e a divisão poderá aumentar no decorrer da semana. "O Meinberg (Augusto Meinberg, secretário de Governo) pediu para tentarmos segurar a pressão das oposições até quinta-feira, mas a situação está difícil", admitiu hoje o vereador Miguel Colasuonno (PMDB). Quinta-feira é o prazo definido como final pelos articuladores políticos do governo porque neste dia o Tribunal de Justiça do Estado poderá condenar o prefeito pelos gastos com propagandas feitas durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos, no Senado. Se a condenação for unânime, Pitta poderá impetrar recurso com efeito suspensivo e aumentar ainda mais a crise política enfrentada pelo governo municipal. O encontro de domingo à noite foi iniciado no escritório político do vereador José Viviani Ferraz (PL) e encerrado no Sindicato dos Taxistas, ligado ao vereador Natalício Bezerra (PTB). Estiveram também na reunião Miguel Colasuonno (PMDB), Viviani Ferraz e Archibaldo Zancra (PL), Myryam Athie, Paulo Roberto Faria Lima, Jooji Hato e Armando Mellão (PMDB), José Amorim e Bruno Feder (PTB) e Toninho Paiva (PFL). Não havia nenhum vereador do PPB. Dois deles, Wadih Mutran e Brasil Vita, estiveram durante o dia com Pitta. Todos esses vereadores compõem a bancada que, segundo Nicéa, recebeu dinheiro para votar a favor do Executivo. Eleições - Os articuladores do governo disseram aos vereadores que têm uma pesquisa de opinião que indica 6% das intenções de voto espontâneas para Pitta. Segundo eles, a candidatura do prefeito pode crescer e ajudar a eleger uma grande bancada na eleição deste ano. Mesmo assim, alguns vereadores da base governista sugeriram que Pitta se afaste do cargo. A idéia foi rechaçada por vereadores mais próximos do prefeito. Alguns deles estão preocupados com o desgaste político-eleitoral no caso de impedirem novamente a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), defendida pelos partidos de oposição. Outra ala acredita que, se a crise política aumentar, o desgaste para manter Pitta no cargo às vésperas das eleições seria um suicídio político. Se a pressão política sobre o Legislativo aumentar e o TJ condenar por unanimidade o prefeito na quinta-feira, alguns governistas acreditam que poderão iniciar a investigação sem o risco de a oposição ser beneficiada politicamente. Esses vereadores também acham que assim deixariam de ser o alvo do Ministério Público Estadual. O centro das atenções passaria a ser o futuro de Pitta e a formação do novo governo em torno do vice-prefeito Régis de Oliveira (PFL).





