São Paulo, 07 (AE) - O prefeito Celso Pitta (PTN) deve conseguir aumentar a margem de remanejamento - transferência de valores entre secretarias - no projeto do Orçamento para o próximo ano. Hoje, a discussão ficou pendente de votação, já que 24 dos 55 vereadores se abstiveram de votar.
Amanhã (08), o projeto deve ser levado novamente a plenário. Caso seja votado os vereadores poderão apresentar emendas antes da votação definitiva. A tendência é que, nas emendas, haja a flexibilização no remanejamento, fixado pela Comissão de Finanças e Orçamento em 1%. As bancadas de situação devem contar com parte do PMDB para conseguir aumentar o remanejamento. "A tendência é que fique entre 3 e 8%", disse a vereadora Myryam Athiê (PMDB). O apoio do partido é considerado importante para atingir os votos necessários na aprovação definitiva.
Para isso, a bancada estaria negociando uma participação maior na administração municipal, inclusive conquistando secretarias. Hoje, havia rumores na Câmara que uma das estratégias do governo seria expirar o prazo de votação do Orçamento, que é o último dia do ano. Caso isso aconteça, automaticamente deverá ser aplicado o Orçamento deste ano, que permite 15% de remanejamento nas verbas. O líder do governo na Câmara, Brasil Vita, disse que é possível isso acontecer, mas não há nenhuma estratégia do governo nesse sentido.

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