Pitta recusa-se a comentar decisão judicial
São Paulo, 04 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) recusou-se hoje a comentar a decisão judicial que exige a reabertura, pela Câmara Municipal, de representação na qual ele é acusado de crime de responsabilidade, o que pode provocar seu impeachment. "Isso é problema da Câmara", disse ele, durante inauguração do sistema de iluminação pública do Cingapura Chaparral, na Penha, zona leste da cidade.
Entre abraços das crianças do conjunto habitacional, elogios dos representantes das associações dos moradores e algumas ofensas tímidas de moradores que não seguiram sua caminhada pelas ruas do bairro, Pitta não quis comentar a decisão do Tribunal de Justiça. O TJ anulou, por 24 votos a 0, o arquivamento da representação feito em novembro pelo então presidente da Câmara, deputado federal Nelo Rodolfo (ex-PPB-SP, recém-ingresso no PMDB).
"Não vou comentar uma decisão da Justiça", limitou-se a dizer o prefeito, ao ser indagado se considerava a decisão uma ingerência ilegítima do Poder Judiciário sobre o Legislativo Municipal. A ameaça de cassação e suspensão dos direitos políticos por oito anos se deve ao descumprimento, por Pitta, de um precatório judicial que o obrigava a pagar uma indenização à Empreiteira Silcon Engenharia e Comércio. O valor, que hoje ultrapassaria R$ 3 milhões, deveria ter sido pago até dezembro de 1997. "Todos os precatórios foram pagos", disse o prefeito.





