Pitta prefere não opinar sobre CP ou CPI
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Wandick Donizetti 
São Paulo, 11 (AE) - Em cima do muro. Assim quer ficar, por algum tempo, o prefeito Celso Pitta (sem partido) sobre a decisão dos vereadores governistas se aprovam uma Comissão Processante (CP) ou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele apenas quer que as últimas denúncias sejam investigadas a fundo, mas o instrumento para apuração deve ser definido pela Câmara, sem sua intervenção.
A decisão está relacionada às críticas que recebeu na última semana pelo presidente da Câmara Municipal, Armando Mellão (sem partido) após Pitta ter recomendado, no dia 5, a instauração de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias envolvendo vereadores. Mellão não gostou. Rebateu dizendo que o prefeito não deveria interferir na questão.
O prefeito preferiu não criar conflitos com Mellão e não arrumar mais desafetos entre os vereadores no Legislativo - até porque a "artilharia" de acusações pode voltar-se contra ele. Pitta goza hoje de uma aparente tranquilidade, já que todo o foco de atenções sobre denúncias está concentrado na Câmara Municipal.
Investigação - O clima tenso vivido nos últimos meses no gabinete do prefeito, por conta do impeachment, das denúncias sobre investimentos em educação, PAS, briga com Paulo Maluf, indiciamento do ex-secretário Mario Savelli e paralisação dos motoristas de ônibus dá lugar a uma sensação de "calmaria" até entre os servidores que trabalham no Palácio das Indústrias. Menos denúncias, menos estresse.
O secretário de Comunicação Social, Antenor Braido, diz que Pitta não quer se envolver, mas defende uma investigação profunda de todos os acusados, incluindo os vereadores da oposição. "Se tiver algo contra o prefeito, também deve ser apurado", diz. "Ele não tem medo de ser investigado, tudo isso faz parte de um jogo político, é o início da campanha eleitoral."


