Pitta nega ter participado de manobra para encerrar CPI
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Rogerio Wassermann 
São Paulo, 28 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) negou hoje ter participado da manobra governista que determinou o encerramento da CPI dos Fiscais e garantiu que não se esquivará de depor na comissão caso o convite para seu depoimento seja confirmado. "Sempre me coloquei à disposição de qualquer comissão de investigação e esse caso não é diferente dos demais", afirmou o prefeito.
Segundo Pitta, os manifestantes pró-prefeito que estiveram ontem (27) na Câmara não foram arregimentados pelo Executivo. "O que aconteceu foi uma resposta dos nossos aliados a uma convocação do PT, inclusive pela televisão com o ator Antônio Fagundes, para que fossem fazer uma manifestação em frente da Câmara Municipal", argumentou.
"Eu não me envolvo com assuntos da Câmara, como não quero que a Câmara se envolva com os assuntos do Executivo, ou não teremos então a independência entre os poderes", disse. Para o prefeito, o fato de muitos vereadores governistas estarem sob suspeição ou sob investigação não invalida a votação contra a continuidade da CPI. "Eu acho estranha essa colocação de que toda vez que a oposição ganha, ganhou a democracia e toda vez que a situação ganha, há alguma coisa estranha, porque há alguma justificativa por meio da qual aquele voto ou aquela posição deveria ser invalidada", alegou.
Pitta negou uma reaproximação com o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), a quem havia acusado na semana passada de trabalhar pelo seu impeachment. "Você quer que eu fure o olho do ex-prefeito para dizer que eu briguei com ele?", justificou. "Não vou fazer isso."
Vereadores da própria base governista na Câmara, entretanto, garantem que os dois trabalharam juntos para garantir os votos necessários ao arquivamento do pedido de impeachment e pelo fim da CPI. Apesar disso, o prefeito garante que não é contrário à continuidade das investigações. "As portas da Prefeitura continuam não só abertas, como escancaradas para as tarefas investigativas do Ministério Público e da Polícia Civil e evidentemente me coloco à disposição não só dessa comissão como de qualquer outra investigação para dar as informações que acharem que eu deva dar."


