São Paulo, 11 (AE) - Foram gastos R$ 15 milhões para erguer a primeira usina de tratamento de lixo hospitalar da cidade, inaugurada hoje (11) pelo prefeito Celso Pitta (PPB).
Construída pela Cavo, empresa que ganhou a concessão do sistema, a unidade é uma resposta da Prefeitura ao descaso: no início do ano passado, o Incinerador Vergueiro, o único em funcionamento na cidade, quebrou. Técnicos da Limpurb depositaram toneladas desses resíduos em aterros, pondo em risco a saúde da população.
A usina, a primeira das três Unidades de Tratamento de Resíduos Sólidos de Saúde que vão funcionar na Rua Gonçalo Madeira, no Jaguaré, zona oeste, tem tecnologia de ponta, denominada ETD. A cidade é a primeira da América Latina a contar com o sistema.
Essa primeira unidade de tratamento começa a funcionar na segunda-feira e terá capacidade para processar 50 toneladas de resíduos hospitalares por dia. A cidade produz 90 toneladas. As 40 toneladas restantes continuarão a ser processadas pelo Incinerador Vergueiro. Em maio, será inaugurada outra unidade para processar esse montante. O Incinerador Vergueiro, então, será desativado.
Multas - Desde 1983, a Prefeitura recebe multas da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) por causa da poluição provocada pelos incineradores. A unidade Ponte Pequena, na Avenida Tiradentes, desativada no fim de 1997, recebia autuações desde 1992. O Vergueiro recebeu a primeira multa em 1983.
No novo sistema, os resíduos coletados são depositados em um fosso de descarga e passam por dupla trituração. Depois, o material é exposto a ondas eletromagnéticas de baixa frequência. Com essa última etapa, há a eliminação de microorganismos e a desinfecção dos dejetos. Não há combustão de materiais ou emissão de gases tóxicos. "Com isso poderemos depositar os resíduos em aterros sem perigo para a população", disse Pitta.

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