São Paulo, 02 (AE) - Confetes, discursos entusiasmados, mulatas e muito samba. Hoje foi dia de comemoração no Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura de São Paulo. Mas o motivo não foi o aniversário de um ano da máfia dos fiscais. O prefeito Celso Pitta quis marcar a data com um gesto que foi qualificado de "histórico" e "uma conquista do povo" pelos presentes: oficializou o Dia do Samba, uma iniciativa do vereador Antônio Goulart (PMDB) a ser comemorada, a partir de agora, sempre no dia 2 de dezembro.
A solenidade foi concorrida. Representantes de todas as escolas de samba lotaram o salão da Prefeitura e aplaudiram muito o prefeito, que mostrou o logotipo do carnaval 2000 e anunciou que a sexta-feira de carnaval será ponto facultativo para 120 mil funcionários públicos. "Viva o carnaval", discursou Pitta.
O tema da corrupção no município só surgiu durante a entrevista coletiva concedida logo após a cerimônia. Antes, a Assessoria de Imprensa do prefeito divulgou um informe com 11 medidas adotadas para combater a corrupção. Entre elas, estão a instalação da Corregedoria do Município e a criação dos Grupos de Acompanhamento Comunitário (GAC). Além disso, um "pacote anticorrupção" enviado por Pitta à Câmara, entre outras coisas, transferindo o "rapa", que fiscaliza os camelôs, para a Secretaria de Finanças.
"Pitta passou a ouvir a população pessoalmente, em visitas semanais às regionais durante seis meses" é o que informa o item 6. O seguinte garante que o prefeito "eliminou a influência política nas regionais e substituiu os administradores por técnicos de carreira da Prefeitura."
"Nenhuma administração teve um empenho tão grande e igual ao meu para combater a corrupção", afirmou Pitta. Ele disse que a criação do Dia do Samba na mesma data em que a máfia dos fiscais completou um ano foi "nada além de uma coincidência".

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