Pitta evita comentar criação de nova CPI
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sábado, 14 de agosto de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 15 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) evitou hoje cedo comentar a disputa na Câmara Municipal entre a sua bancada de sustentação e os partidos de oposição em torno da formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Depois de assistir a uma missa na Igreja Nossa Senhora Achiropita, no Bexiga, Pitta limitou-se a comentar o projeto de revitalização do bairro e foi embora.
A nova CPI para apurar denúncias de irregularidades, envolvendo parlamentares e órgãos do Executivo, foi proposta pelos partidos de oposição - PT, PSDB, PC do B e PSB -, depois de acusações contra o vereador Paulo Roberto Faria Lima (PMDB), apontado como chefe do esquema de cobrança de propinas na Administração Regional de Pinheiros, e a vereadora Maria Helena (PL), que ficaria com parte do salário de seus funcionários. Faria Lima e Maria Helena negam as acusações.
A bancada de apoio ao Executivo na Câmara decidiu pedir uma CPI e cinco Comissões Processantes - sendo três contra vereadores do PT e do PSDB. A oposição e a situação, porém, não têm o número necessário de votos para aprovar a investigação.
O secretário municipal de Comunicação Social, Antenor Braido, disse que o prefeito não evitou comentar o assunto. "Ele já deixou claro que é a favor de qualquer apuração, desde que envolva todos os vereadores indistintamente."
O secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg, explicou que o Executivo pretende aguardar a decisão da Câmara. "Isso é um assunto interno do Legislativo", justificou.
A disputa entre as bancadas deve ser retomada nesta semana na Câmara Municipal. Depois que o vereador Roberto Trípoli (PSDB) rompeu o acordo com os governistas, que queriam aprovar somente a Corregedoria e o Código de Ética, e tentou votar a CPI, a chance de uma solução negociada diminuiu. O líder do PPB, Paulo Frange, destacou que não haverá mais nenhum acordo com a oposição.


