Pitta evita a imprensa
Pitta evita a imprensa13/Mar, 17:32 Por Marcus Lopes São Paulo, 13 (AE) - O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), passou o dia de hoje em seu gabinete, no Palácio das Indústrias, evitando a impresa. Pitta reuniu-se com vários secretários. Segundo assessores, Pitta só deve falar com os jornalistas após o depoimento da primeira-dama, Nicéa Pitta, ao Ministério Público Estadual (MPE). Desde a manhã, o movimento foi intenso no prédio, com os secretários esquivando-se de qualquer comentário sobre a crise política gerada pelas declarações da primeira-dama. "Vim para uma reunião com o secretário Braido", disse o secretário de Vias Públicas, André de Fazio, refererindo-se ao secretário de Comunicação Social, Antenor Braido. O titular da secretaria da Saúde, Jorge Pagura, um dos citados nas denúncias feitas por Nicéa, entrou e saiu por uma das portas laterais do Palácio das Indústrias. Pitta deixou o flat onde mora, em Moema, zona sul, às 8h50 e cerca de 20 minutos depois já estava em seu gabinete. A principal reunião da manhã foi com os secretários Braido, Pagura Edivaldo Brito (Negócios Jurídicos) e Carlos Augusto Meinberg (secretaria do Governo Municipal). VINGANÇA - A tese defendida pelos articuladores políticos do Palácio é de que Nicéa resolveu fazer as denúncias porque não conseguiu ser reconduzida à presidência do Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa), de onde está afastada desde o ano passado, ou nomeada para uma secretaria municipal. Na semana passada, ela teria ameaçado Pitta de que procuraria a imprensa caso não fosse nomeada para um dos cargos. O presidente do partido do prefeito, Dorival de Abreu, também esteve na Prefeitura, para prestar solidariedade e aproveitou para lançar a candidatura de Pitta à reeleição. "Ele sairá fortalecido dessa história e terá uma votação surpreendente", disse Abreu. O presidente do PTN comparou a briga de Pitta e Nicéa ao episódio envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a estagiária Monica Lewinsky. "Aquela moça (Monica) bateu e o presidente Clinton respondeu à altura", disse Abreu.





