Pitta entra no PTN
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terça-feira, 07 de setembro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 08 (AE) - Depois de negociar uma composição partidária com o PMDB, PTB, e PL, o prefeito Celso Pitta filiou-se hoje às 20 horas ao Partido Trabalhista Nacional (PTN).
Pitta assinou a ficha de filiação durante encontro reservado com o o presidente nacional do partido e deputado federal, Dorival de Abreu, que é irmão do deputado federal José de Abreu (PSDB), em seu gabinete, no Palácio das Indústrias.
O secretário municipal de Comunicação Social, Antenor Braido, disse que os dirigentes do PTN não fizeram nenhuma exigência para que aceitar o prefeito em seus quadros.
Em conversas reservadas, os principais articuladores do governo municipal comentam que o PTN garantiu a Pitta a possibilidade de ele disputar a reeleição.
Há meses, Pitta tem evitado esse tema alegando estar preocupado em cumprir o seu compromisso com os paulitanos e cuidar da administração da cidade. O comando político do Executivo tentou, nos últimos dias, mostrar para a opinião pública que vários partidos estariam interessados na filiação do prefeito de São Paulo.
A decisão de filiar-se a um partido "nanico" teria sido tomada porque Pitta acredita que, assim, terá mais condições de manter a sua independência política. O vereador José Viviani Ferraz e o deputado estadual Nelson Salomé, ambos do PL, convidaram Pitta para filiar ao partido ontem.
Curiosamente, o convite ocorreu em pleno desfile em homenagem ao dia 7 de setembro. Normalmente, negociações e convites políticos ocorrem em reuniões reservadas.
Na Câmara, integrantes da bancada de apoio a Pitta interpretaram o convite do PL como um balão de ensaio para que o prefeito possa dizer que tinha outras opções aos "nanicos". O líder do PL na Câmara dos Deputados, Waldermar Costa Filho, disse que ficou surpreso porque o presidente nacional do partido
álvaro Vale, já havia prununciado-se contra a filiação de Pitta ao PL.
Pitta deixou o PPB no primeiro semestre deste ano, depois de o ex-prefeito presidente nacional do partido, Paulo Maluf, afirmar em entrevista exclusiva ao Estado que "não tinha nada a ver com a atual administração municipal". Desde então, o prefeito tem enfrentado dificuldades para manter a sua base de sustentação no Legislativo.
Com a filiação ao PTN, os vereadores governistas acreditam que será inevitável uma reforma político-administrativa no governo federal. Essas mudanças já foram admitidas por Pitta, que entende que o governo tem de se adequar à nova realidade político-partidária. O prefeito não fixou uma data para as eventuais mudanças no governo.


