Pitta e secretário divergem sobre números das frentes
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segunda-feira, 28 de junho de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 29 (AE) - A festa organizada pela prefeitura paulistana para marcar a assinatura dos primeiros 6.500 contratos das frentes de trabalho municipais foi marcada hoje por um atrito entre o prefeito Celso Pitta e seu secretário do Emprego, Fernando Fernandes Salgado. Eles divergiram sobre a efetiva abrangência do programa, em meio a informações sobre dificuldades financeiras da prefeitura para implementar as medidas.
Enquanto o secretário dizia que o programa estaria capacitado a oferecer apenas cursos para 3 mil pessoas, Pitta garantia que a prefeitura tinha condições de atender os 10 mil selecionados, de um total de 50 mil canditatos inscritos nas frentes de trabalho.
Para fechar as contas, apesar da afirmação do prefeito, o secretário do Emprego foi autorizado, ainda durante o evento, a procurar o Serviço Nacional da Indústria (Senai) e firmar convênio para contratar novos cursos para atender as 3,5 mil pessoas restantes.
O secretário informou que estará se reunindo com a diretoria do Senai amanhã (30) para definir a questão. Ele disse que a prefeitura pagará o Senai pelos cursos.
O prefeito negou informações de que até ontem (28) a prefeitura não tinha a verba de R$ 15 milhões para implantar o programa Frentes de Trabalho do município. Segundo Pitta, as verbas para o programa estão disponíveis desde a semana passada.
Essas pessoas, segundo o prefeito, passarão pelo processo de requalificação profissional a partir do dia 12. Mais 3,5 mil caditados serão convocadas nos próximos dias, informou ele, completando a meta de atendimento de 10 mil trabalhadores na primeira etapa do programa.
União - O prefeito disse ainda que pretende sensibilizar o governo federal com essa iniciativa em favor do emprego e espera que a União repasse recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) às frentes de trabalho. Dessa forma, acrescentou Pitta, será possível atender outras 10 mil pessoas na segunda parte do processo, totalizando 20 mil pessoas.
O secretário do Emprego informou que as pessoas selecionadas começarão a trabalhar, efetivamente, a partir de meados de agosto, quando concluírem os seus cursos profissionalizantes.


